Não conseguir negociar para equilibrar temperamentos diferentes é um dos piores hábitos dos casais
Amor, cumplicidade e química sexual são os ingredientes básicos para
qualquer romance dar certo. Mas para a receita não desandar, é preciso
fugir de alguns hábitos que podem estar se infiltrando e prejudicando o
relacionamento enquanto não notamos. Para evitar que essas situações
rotineiras acabem aos poucos com a vida a dois, o UOL Comportamento conversou com especialistas para saber o quais são os sete hábitos que devemos mudar para evitar conflitos.
1. Não ter organização financeira
De acordo com a psicóloga Maria Teresa Reginato, a estabilidade
financeira é um dos pilares de segurança da vida de um casal. “Quando
nos unimos com alguém, buscamos, entre outras coisas, a possibilidade de
construir algo que sozinhos talvez não conseguíssemos ou encontrássemos
com maior dificuldade”, diz. Quando não há uma organização financeira e
surge uma mudança drástica na rotina –o nascimento de um filho ou o
fato de um dos dois perder o emprego, por exemplo– o estresse e a culpa
por não terem feito uma reserva vêm à tona, provocando atritos. O ideal é
traçar desde o início da relação -o que inclui os tempos de namoro- um
acordo prévio e um planejamento no qual cada um deve cumprir sua parte.
Guarde um determinado valor por mês para os estudos dos filhos, destine
uma reserva para emergência, coloque no papel os gastos diários e com
lazer. “Se um dos dois se desvia, os objetivos comuns são traídos, uma
vez que o acordo não é cumprido. Ambos podem não conseguir pagar as
contas e entrar em dívidas, o que causa raiva, ressentimento e, claro,
brigas”, afirma a psicoterapeuta Carmen Cerqueira Cesar.
2. Não tomar decisões conjuntas em relação aos filhos
A coerência entre um casal de pais traz segurança aos filhos. Mesmo
sendo pessoas diferentes, com pensamentos distintos, é fundamental que
discutam uma linha de educação que ambos acreditem e sejam capazes de
sustentar. “Quando pai e mãe não se entendem, comprometem toda a
organização familiar. Os filhos sempre se aproveitam dessas brechas para
fazer que suas vontades prevaleçam”, afirma a educadora e mediadora de
conflitos Suely Buriasco. Para a psicoterapeuta Carmen Cerqueira Cesar, é
extremamente prejudicial para uma criança ou para um adolescente
assistir aos pais discutindo e discordando quanto a decisões a serem
tomadas em relação a eles –pior ainda, na frente deles. “Eles ficam
inseguros e se sentirão perdidos, sem saber que rumo tomar. Esse
comportamento dos pais não educa, pelo contrário, confunde e revela uma
falta de sintonia do casal, uma dificuldade de compor uma posição
negociada em conjunto”, diz a especialista. Ela aconselha que os pais
sempre tentem chegar a um acordo sem a presença dos filhos, para só
depois conversar com eles.
3. Não equilibrar os temperamentos
Ela é sossegada, ele é baladeiro; ela faz o gênero extrovertida, ele morre de timidez; ela curte praia, ele prefere a montanha. Dizem que os opostos se atraem, mas no dia a dia muitas vezes as diferenças resultam em conflitos e brigas. Na opinião da educadora e mediadora de conflitos Suely Buriasco, se não houver compreensão mútua, duas situações bem complicadas podem surgir. “A primeira é um cônjuge se ressentir diante das cobranças e então passar a se negar a fazer o que o outro gosta. A segunda, ainda mais perigosa, é quando um dos dois anula a própria personalidade e passa a fazer só o que o outro quer. Em ambos os casos, cedo ou tarde, a harmonia do casal será comprometida”, diz. Negociação, para a psicoterapeuta Carmen Cerqueira Cesar, é a palavra-chave nesse caso. Ele cede um pouco, ela também, cada um respeitando a maneira de ser do outro. “Pessoas de temperamentos diferentes podem fazer bons acordos de convivência desde que coloquem seus egos em plano secundário e considerem as necessidades individuais de seus parceiros. Isso não é fácil, mas é possível”, afirma a psicóloga Maria Teresa Reginato.
4. Deixar as famílias invadirem o espaço do casal
“As famílias apenas invadem o espaço do casal quando os cônjuges permitem que a ‘herança’ delas seja mais imperativa do que a vontade dos dois”, afirma a educadora e mediadora de conflitos Suely Buriasco. “Essa é uma questão bastante complexa, porque muitas vezes essa invasão é permitida de forma inconsciente. A falta de assertividade e de definição em relação ao papel de pais, mães e sogros na organização da nova família (leia-se: marido e mulher) é que causa tantos problemas”, diz. Para a psicoterapeuta Carmen Cerqueira Cesar, um casal deve preservar a sua privacidade como algo sagrado. Eles precisam ser maduros o suficiente para resolver seus próprios problemas em seu espaço íntimo. Para saber se você deixa as famílias interferirem demais na relação.
Ela é sossegada, ele é baladeiro; ela faz o gênero extrovertida, ele morre de timidez; ela curte praia, ele prefere a montanha. Dizem que os opostos se atraem, mas no dia a dia muitas vezes as diferenças resultam em conflitos e brigas. Na opinião da educadora e mediadora de conflitos Suely Buriasco, se não houver compreensão mútua, duas situações bem complicadas podem surgir. “A primeira é um cônjuge se ressentir diante das cobranças e então passar a se negar a fazer o que o outro gosta. A segunda, ainda mais perigosa, é quando um dos dois anula a própria personalidade e passa a fazer só o que o outro quer. Em ambos os casos, cedo ou tarde, a harmonia do casal será comprometida”, diz. Negociação, para a psicoterapeuta Carmen Cerqueira Cesar, é a palavra-chave nesse caso. Ele cede um pouco, ela também, cada um respeitando a maneira de ser do outro. “Pessoas de temperamentos diferentes podem fazer bons acordos de convivência desde que coloquem seus egos em plano secundário e considerem as necessidades individuais de seus parceiros. Isso não é fácil, mas é possível”, afirma a psicóloga Maria Teresa Reginato.
4. Deixar as famílias invadirem o espaço do casal
“As famílias apenas invadem o espaço do casal quando os cônjuges permitem que a ‘herança’ delas seja mais imperativa do que a vontade dos dois”, afirma a educadora e mediadora de conflitos Suely Buriasco. “Essa é uma questão bastante complexa, porque muitas vezes essa invasão é permitida de forma inconsciente. A falta de assertividade e de definição em relação ao papel de pais, mães e sogros na organização da nova família (leia-se: marido e mulher) é que causa tantos problemas”, diz. Para a psicoterapeuta Carmen Cerqueira Cesar, um casal deve preservar a sua privacidade como algo sagrado. Eles precisam ser maduros o suficiente para resolver seus próprios problemas em seu espaço íntimo. Para saber se você deixa as famílias interferirem demais na relação.
5. Esquecer o casal que foram no passado
É comum que pessoas casadas passem a ser diferentes do que eram antes.
Segundo a psicóloga Maria Teresa Reginato, ambos podem se tornar menos
tolerantes, mais negligentes com a atenção às vontades do outro, menos
carinhosos, mais ligados às necessidades materiais do que às emocionais e
sexuais. “Há quem mude muito quando os filhos nascem. As mulheres
tendem a abdicar do papel feminino em função da maternidade. Isso pode
ser natural nos primeiros meses, mas esse comportamento precisa ser
ajustado o mais breve possível. Os homens costumam perder o interesse ou
ter ciúme, o que compromete ainda mais a relação, afastando-os”, diz a
psicóloga. E conviver não é fácil, porque algumas coisas não enxergamos
tão bem de perto como enxergávamos a uma distância maior. Isso sem
contar a rotina, as responsabilidades, os problemas... É fundamental que
o casal encontre um espaço para retomar o par feliz de antes.
Relacionamentos longos devem ser revistos e renovados periodicamente.
6. Não discutir a relação
“Conheço casais que nunca ficam a sós”, diz a psicóloga Maria Teresa
Reginato. “Quando não estão com as crianças, saem com amigos ou os
trazem para casa. Se isso se torna rotineiro, talvez estejam evitando
contar suas próprias dificuldades. Casais precisam de momentos a sós
para afinar a relação não só na esfera sexual, mas também na afetiva e
na ideológica”, diz. E a falta de diálogo é o grande motivo dos
fracassos no relacionamento a dois, porque as pessoas não se expressam
de forma a ser entendidas e, tampouco, ouvem no sentido de compreender o
outro. “É pelo diálogo que se constroem acordos que garantem a
satisfação de ambos, pois ninguém tem o poder de adivinhação”, diz a
mediadora de conflitos Suely Buriasco. Para a psicoterapeuta Carmen
Cerqueira Cesar, a DR é produtiva e saudável para qualquer
relacionamento. “A vida é dinâmica, os problemas surgem e não dá para
fingir que eles não existem, pois eles virão à tona mais cedo ou mais
tarde. Numa relação de casal, verdadeira e duradoura, as pessoas têm que
se expor, não podem ter medo da intimidade emocional”, afirma.
7. Discutir a relação o tempo todo
Todo o excesso gera falhas. Há casais que adquirem o hábito de passar
qualquer detalhe a limpo, o que torna a relação tensa e agressiva. “É
preciso saber relevar algumas situações ou não haverá convivência que dê
conta de tanta discussão”, afirma a psicóloga Maria Teresa Reginato.
Cobranças, mau humor e irritabilidade se tornam constantes entre casais
que discutem demais e sempre as mesmas coisas. “Tem que ter bom senso,
'timing'... ”, diz a psicoterapeuta Carmen Cerqueira Cesar. “E vale
experimentar na prática o que foi discutido da última vez. Senão, há o
risco de ficar teorizando ou analisando o outro sem parar. Isso não dá
certo”, diz.
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